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Câmara de Jaguaquara afasta vereador Rogério Rocha por 30 dias após denúncia de assédio moral e sexual.

Sessão marcada por tensão e plenário lotado aprovou, por unanimidade, o parecer da Comissão de Ética que responsabilizou o parlamentar por conduta incompatível com o cargo. Defesa promete recorrer à Justiça.

Em uma sessão marcada por discursos acalorados, manifestações do público e forte presença popular com intensas manifestações, tanto favoráveis quanto contrárias, na noite desta terça-feira (04/11/25), a Câmara Municipal de Jaguaquara suspendeu por 30 dias, o mandato do vereador Rogério Rocha (Republicanos). A medida foi aprovada por unanimidade entre os 12 vereadores presentes no momento dos votos, uma vez que Rogério retirou-se da sala das sessões logo, após a fala do seu advogado, que também se retirou no mesmo momento.

A Comissão de Ética e Decoro Parlamentar concluiu pela responsabilização do parlamentar por conduta incompatível com o exercício do mandato. Sugerindo ao pleno a suspensão do mandato do vereador por 30 dias sem direito a salário. O processo, conduzido sob sigilo por envolver denúncia de assédio sexual feita por uma servidora da Casa Legislativa, tramitou conforme o Código de Ética do Legislativo municipal. A identidade da denunciante foi preservada a pedido da própria defesa.

O julgamento atraiu grande público ao plenário, incluindo representantes de entidades civis, servidores e populares que acompanharam atentamente cada etapa da votação. Durante a sessão, o relator do caso, vereador Rodrigo Dias (PSD), defendeu a aplicação da penalidade prevista no regimento. Já a presidente da Comissão de Ética, Núbia Louzado (PT), afirmou que o processo seguiu as normas internas e respeitou o devido processo, apesar de desejar a cassação e não a suspensão do mandato do vereador.

Rogério apresentou a sua defesa e chorou na tribuna, alegando ser honesto e um defensor do povo. Ele afirmou ter vindo de origem pobre e que não precisou comprar votos para ocupar uma cadeira no legislativo Jaguaquarense. Durante o discurso, as manifestações se intensificaram e o Presidente da Casa, Nildo Piropo (PT), interviu com pedidos de ordem. Após a Fala de Rogério, discursou o seu advogado, Geziel Moreira Jordão, conhecido como Dedi do Alecrim, que criticou duramente o julgamento, afirmando que recorrerá à Justiça para anular a suspensão. Segundo ele, o processo teria ocorrido de forma irregular e sem garantia plena de defesa. O advogado também fez acusações ao relator do caso e questionou a condução do processo pela Câmara. Ele afirmou que o processo se trata de uma aberração jurídica.

Com a aprovação do parecer, Rogério Rocha ficará afastado por 30 dias, período em que não poderá participar das atividades legislativas nem receber o subsídio mensal. Por se tratar de afastamento inferior a 120 dias, o suplente não será convocado. A suspensão do vereador entrará em vigor após a publicação da decisão no Diário Oficial do Legislativo Municipal.

Publicado por Redação em 05/11/25 às 01h