Imagens e parecer técnico revelam danos provocados por alta temperatura no dispositivo, contrariando a versão inicial apresentada ao governo do Distrito Federal.
Um vídeo anexado ao processo envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro expõe a tornozeleira eletrônica danificada, exibindo marcas consistentes de queimadura. Nas imagens, registradas pela Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal, é possível ver o dispositivo com sinais severos de avaria ao redor de toda a circunferência, especialmente na área de fechamento. No áudio que acompanha o vídeo, a diretora-adjunta da Seape, Rita Gaio, questiona Bolsonaro sobre o estado da tornozeleira. Em resposta, o ex-presidente admite ter aplicado calor diretamente no equipamento ao afirmar que meteu um ferro quente nele. O parecer técnico da Seape reforça essa versão, indicando que o dispositivo apresentava evidentes sinais de exposição ao fogo. Inicialmente, o governo do Distrito Federal havia recebido a informação de que Bolsonaro teria danificado a tornozeleira ao bater o equipamento em uma escada. No entanto, a análise detalhada do aparelho descartou essa hipótese, confirmando que as marcas se tratavam de queimaduras provocadas por um objeto de alta temperatura, como um ferro de solda.

As imagens e o relatório foram incluídos no processo que apura irregularidades no monitoramento do ex-presidente, fortalecendo as suspeitas de tentativa deliberada de violação do dispositivo eletrônico.
Publicado por Redação em 22/11/25 às 16h





