Movimento é impulsionado por redes sociais e inclui reivindicações como estabilidade contratual, revisão do marco regulatório e aposentadoria especial; aviso formal foi entregue ao governo.
Caminhoneiros de várias regiões do país têm organizado, por meio de redes sociais e grupos de mensagens, uma greve geral marcada para esta quinta-feira (4). Apesar da movimentação crescente, a adesão ainda é incerta, já que representantes do setor divergem sobre a paralisação. Na terça-feira (2), Franco Dal Maro, conhecido como Chicão Caminhoneiro e integrante da União Nacional dos Caminhoneiros, esteve em Brasília para protocolar na Presidência da República uma pauta de reivindicações, além de comunicar oficialmente a possibilidade de uma mobilização nacional caso não haja resposta do governo. Ele afirmou que o ato segue os trâmites legais previstos pela Constituição no direito de greve. O representante esteve acompanhado do ex-desembargador do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, Sebastião Coelho, pré-candidato ao Senado pelo Distrito Federal pelo partido Novo, que tem apoiado a causa. Outro líder do setor, Francisco Burgardt, do Sindicam-SP, também reforçou que o movimento busca manter a legalidade e que um aviso formal foi remetido ao Palácio do Planalto.

Entre os principais pontos reivindicados pela categoria estão maior estabilidade contratual, a revisão do Marco Regulatório do Transporte de Cargas e a criação de uma aposentadoria especial para caminhoneiros.
Os organizadores afirmam que já existe expectativa de mobilizações em mais de 40 pontos do país, com maior concentração prevista no estado de São Paulo. Embora a articulação tenha ganhado força nas plataformas digitais, entidades do setor ainda mostram divergências, o que torna imprevisível o nível de participação na paralisação nacional.
A categoria aguarda agora um posicionamento do governo federal para avançar ou não com a greve.
Publicado por Redação em 03/12/25 às 18h





